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Você é daqueles que “pegaram bode” de previdência privada só porque, quando você ia na agência do seu banco, era nítido o desespero do gerente em querer te empurrar um produto que ele mal conhecia todas as possibilidades? Se sua resposta for sim, precisamos conversar um pouco melhor. Podemos dizer que se existe um produto na carteira do investidor que é uma espécie de coringa, esse produto é a Previdência Privada.

Falando do produto como meio de acumulação de recursos, hoje é possível fazer investimentos com as mais renomadas gestoras de recursos, do perfil mais conservador, passando pelo moderado, até o arrojado, via fundos de previdência privada. Apesar de haver algumas restrições de alocação visando a segurança dos participantes, já que é um produto cujo objetivo principal é a aposentadoria, a previdência pode ser considerada como uma ótima alternativa, independentemente se o investidor prefere rendas fixas, multimercados ou ações.

O que muita gente não sabe é que a previdência privada pode ser utilizada também com outras finalidades além da acumulação para a aposentadoria. Quando o assunto é o planejamento tributário da carteira por exemplo, a previdência privada tem alguns benefícios interessantes:

  • Se você faz a declaração completa do imposto de renda, é possível abater até 12% da base tributável com os aportes feitos em seu PGBL, seja ele com tributação progressiva ou regressiva. Por exemplo: se em determinado ano a sua renda tributável for de R$300.000,00, se você tiver um PGBL e, naquele ano você tiver aportado até R$36.000,00 nele (12% de R$300.000,000), sua base tributável será reduzida para até R$264.000,00, já que pode-se deduzir o valor aportado em PGBL da base de cálculo para o IR. Isso significa pagar menos imposto;
  • No caso de quem faz a declaração simplificada de IR, é possível colher um benefício mais de longo prazo, optando por um VGBL regressivo. Se por um lado você não poderá utilizar os aportes no plano de previdência para serem abatidos da sua declaração, já que o modelo simplificado de declaração não permite, por outro lado você pode pagar uma alíquota de até 10% quando se aposentar. Lembrando que a alíquota mínima da maioria dos produtos de investimentos é de 15%;
  • Uma terceira forma de se beneficiar tributariamente através de um plano de previdência é que ele não possui come-cotas, mecanismo de antecipação tributária que acaba punindo os investidores de fundos de renda fixa e fundos multimercados;

Em suma, investir em previdência privada pode ser considerada uma forma de acessar as mesmas assets e gestores de fundos de renda fixa, multimercados e ações, pagando menos impostos.

E no que se refere ao planejamento sucessório? Esse é bem mais objetivo de ser explicado: como o PGBL e o VGBL são considerados produtos securitários e, como qualquer outro seguro, não entram em inventário quando seu titular morre. Traduzindo: se o participante vier a faltar durante a fase de acumulação dos recursos, o valor investido no plano é transmitido aos beneficiários e/ou herdeiros em poucos dias, sem necessidade de passar por inventário. Qual a importância disso? Simplesmente fornecer aos herdeiros liquidez rápida e imediata para pagar o inventário do ente que se foi, bem como assegurar um fôlego financeiro imediato para eventuais necessidades.

É por isso que planos de previdência são comumente usados para fazer planejamento sucessório, sobretudo os planos tipo VGBL, que sofrem cobrança de IR apenas sobre os rendimentos.

Até a próxima!

Daniel Galdini, CFP®

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