Você conhece o famoso efeito “bola de neve” do cartão de crédito com aquele pagamento do valor mínimo que não para de crescer? Se sim, prepare-se, pois ele deixará de existir!

O governo adotou medidas para evitar que o consumidor se endivide indefinidamente com os juros do cartão de crédito e lançou uma nova regra para o parcelamento da fatura do cartão. As novas regras de uso do cartão passarão a ter novas diretrizes a partir de 03 de abril de 2017, e as mudanças visam englobar a redução da inadimplência e do superendividamento dos brasileiros através do uso do crédito rotativo do cartão de crédito.

O objetivo da nova regra é trazer alívio ao consumidor restringindo a utilização do crédito rotativo através do pagamento do valor mínimo da fatura mensal. Este movimento minimiza o efeito “juros sobre juros” e reduz impacto “bola de neve” livrando os brasileiros de pagar juros exorbitantes.

Até o momento, a taxa de juros do crédito rotativo (sobre o pagamento do valor mínimo) gira em torno de 15% ao mês (a.m.) podendo superar os 480% ao ano (a.a.) para o valor financiado. A partir da mudança de regra, a expectativa é que as taxas do crédito rotativo caiam com o passar dos meses havendo baixo parcelamento de dívidas exorbitantes, minimizando o fácil endividamento. Como as taxas de juros são extremamente elevadas é comum clientes verem uma dívida pequena ficar exorbitante, quase impossíveis de pagar, e neste ponto a nova norma vem para atuar como ponto benéfico para o consumidor em relação ao pagamento de juros.

Na nova regra, o consumidor poderá utilizar o crédito rotativo por até 30 dias, depois deste prazo, o consumidor deverá quitar toda a fatura vencida acrescida dos juros do rotativo ou o banco deverá oferecer uma alternativa de pagamento que provavelmente será o parcelamento da dívida.

Atualmente, caso o consumidor fique seis meses utilizando o crédito rotativo, sua dívida dobra:

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Um dos fatores interessantes da nova regra, é que caso o consumidor não consiga efetuar o pagamento da fatura de cartão de crédito poderá estancar a dívida. O vantajoso é que fugirá do efeito “bola de neve” do pagamento mínimo utilizando outras oportunidades de quitar a dívida.

Como solução, ao tomar um empréstimo para o pagamento total da fatura, o consumidor provavelmente terá acesso a outras opções de financiamento com menores taxas de juros, como por exemplo, o crédito consignado, o crédito pessoal ou cheque especial.

Para utilizar bem a nova regra, o blog Radar Finanças destaca as dicas abaixo:

  1. Quite sua fatura: Pague sempre o total de sua fatura;
  2. Avalie as opções apresentadas: caso utilize o crédito rotativo, após 30 dias avaliem bem as opções de solução apresentadas pela instituição financeira;
  3. Compare as opções de financiamento: para quitar o crédito rotativo, considere qual a menor taxa de juros entre as opções oferecidas pelo seu banco: cheque especial, crédito pessoal, crédito consignado, etc;
  4. Previna-se: não caia duas vezes no crédito rotativo;
  5. Pesquise como será a migração do seu banco: Faça uma pesquisa com sua instituição financeira para avaliar como ficarão os novos procedimentos para o crédito rotativo.

Os assuntos abordados nos artigos Blog do Radar são essenciais para qualquer pessoa. Para saber mais sobre finanças e investimentos acompanhe o Radar Finanças e fique por dentro!

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